Anticoncepção – Sexualidade

Para que a mulher possa se prevenir contra uma possível gravidez, existem os anticoncepcionais ou métodos contraceptivos, que são substâncias  capazes de impedir a ovulação feminina. São consumidas através de pílulas por 28 dias ininterruptamente, no caso da progesterona, ou durante 21 dias, quando há mistura de estrogênio e progestagênio. Ambos são comprimidos produzidos com hormônios femininos sintéticos.

Estas substâncias agem na regularidade do ciclo menstrual, mas não suspendem a menstruação. Quando a mulher interrompe o uso, seu fluxo retoma a periodicidade mensal.

Somente o ginecologista pode receitar o medicamento e método correto de acordo com o organismo de cada mulher.

Os anticoncepcionais é o método mais utilizado, principalmente por casais com planejamento familiar. Neste sentido, o controle de natalidade ainda é polêmica, quando levadas em consideração certas culturas e opções religiosas. Há barreiras por parte dos que não aceitam a forma de prevenção, até os que não desejam  que haja impedimento de um ser vivo já fertilizado no útero, onde se dá o início da gestação.

Os que defendem os métodos contraceptivos, alegam a redução dos nascimentos que ajudariam no controle da superpopulação, que causa inclusive grandes problemas ambientais como aquecimento do planeta e emissão de gás carbônico na atmosfera.

No tocante as religiões, as questões dos métodos contraceptivos variam. Tolerante na Igreja Católica é somente o planejamento familiar não artificial. A posição atual da Igreja católica, advém da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, sob a liderança do cardeal Dom Geraldo Magela em maio de 2007. No documento proveniente da Conferência, os religiosos rejeitam o programa de educação sexual empreendido pelo Estado, pois acreditam que o projeto incentivaria o despertar prematuro da sexualidade em crianças e adolescentes. E ainda, o Papa Bento XV, considerou o uso de contraceptivos um perigo para as Nações da América Latina.

No protestantismo, há os que apoiam os métodos contraceptivos e outros que não apoiam. Os judeus também tem suas diversidades, uma mais conservadora, defendida pelos judeus ortodoxos e outra que admite levemente, como os reformistas. Muçulmanos aceitam os métodos desde que não causem lesões ao equilíbrio orgânico e não provoquem esterilidade, mas ainda continuam desestimulando o uso. Os hindus utilizam dos métodos, tantos naturais quanto artificiais.

Outro método indicado é o uso da camisinha, considerado o método contraceptivo mais seguro, oferecendo 90% de chance de evitar uma gravidez, além de evitar doenças sexualmente transmissíveis, chamadas DST’s. Além de poder ser usada tanto por homens( camisinha masculina) quanto mulheres (camisinha feminina). Apresenta fácil acesso nos postos de saúde gratuitamente ou, podem ser compradas em supermercados e farmácias por preços acessíveis. Um dos principais cuidados é, observar se tem o selo do INMETRO e se está dentro do prazo de validade.

O espermicida é uma espécie de gel, comprados em farmácias sem necessidade de receita médica e sua função é matar ou imobilizar espermatozoides evitando que os mesmo cheguem ao óvulo. Deve ser aplicado na vagina pouco antes da relação sexual, mas não oferece a mesma proteção que a camisinha. Por sua deve ser utilizada juntamente com a camisinha.

O diafragma é um objeto côncavo, arredondado e de bordas, feito de borracha flexível. É inserido no canal vaginal, funcionando como uma barreira de proteção para o útero. O ideal é ser utilizado junto com o espermicida.

O DIU (Dispositivo Intra Uterino) é um mecanismo depositado no útero da mulher, por um médico e deve ser monitorado a cada seis meses por um ginecologista. É contra-indicado na adolescência.

A injeção é uma seringa que contém hormônios que evitam a ovulação em certo período (mensal ou trimestral). É possível engravidar seis meses depois da interrupção de injeções. Sua eficácia é de 98,5% e deve ser prescrita por um médico. Contra-indicada para mulheres acima de 35 anos, fumantes, que amamentam ou que tiveram trombose, glaucoma, problema cardiovascular, hepatites, hipertensão, neoplastias, diabetes, entre outros.

Tabelinha, uma tabela do ciclo hormonal e fértil da mulher, detectando assim, os dias em que pode ter relações sexuais com menor risco de gravidez.

Vasectomia, cirurgia feita na bolsa escrotal do homem, por onde passa o canal deferente. O canal é cortado, impedindo que os espermatozoides cheguem ao esperma. O homem deve ter no mínimo 25 anos ou dois filhos vivos e,  ter passado por grupos educativos. É irreversível.

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