O câncer de pulmão é um tumor caracterizado pela quebra dos mecanismos de defesa naturais do pulmão, a partir de estímulos carcinogênicos ao longo dos anos, levando ao crescimento desorganizado de células malignas.

Pode atacar desde a traqueia até a periferia do pulmão. Considerada uma das principais causas de morte entre as neoplasias no Brasil, com 18 mil casos novos em 2012, sendo a principal causa de morte por câncer entre homens e segunda causa entre as mulheres.

O subtipo do câncer de pulmão é determinado a partir da análise de uma amostra da lesão analisada ao microscópio por um médico patologista.

Os principais subtipos são:

Carcinoma de pulmão indiferenciado de grandes células: chamado de câncer de pulmão indiferenciado de células não pequenas.Cresce e se espalha mais lentamente do que o câncer de pulmão de pequenas células, mas mais rapidamente que os outros tipos de câncer de pulmão. Pode ser encontrado em qualquer lugar do pulmão, o que pode torná-lo mais difícil de tratar. Responsável por 10% a 15% dos cancros do pulmão.

Adenocarcinoma: é o mais frequente atualmente. Responsável por cerca de 40% dos cancros do pulmão. Tipo mais comum de câncer de pulmão entre os não-fumantes. Começa nas células que produzem o muco e outras substâncias e costuma progredir mais lentamente do que os outros tipos de câncer de pulmão.

  1. Carcinoma epidermoide: representa cerca de um quarto dos casos de câncer de pulmão. Começa nas células que revestem as vias aéreas interior dos pulmões, e são geralmente encontrados no centro do pulmão ao lado dos brônquios.

  2. Carcinoma de pulmão pequenas células: conhecido como câncer de pulmão de pequenas células. É o cancro que se espalha de forma mais rápida pelo pulmão. Pode ser dividido entre carcinoma de pequenas células e carcinoma de pequenas células combinadas. Dados apontam que 15% de todos os casos de câncer de pulmão são de pequenas células, sendo mais comum em homens do que mulheres. É a forma mais agressiva de câncer de pulmão, iniciando geralmente nos brônquios e com alto potencial para criar metástases em outras partes do corpo, como cérebro, fígado e osso. Quase todos os casos de câncer de pulmão de pequenas células são devidos ao tabagismo.

O câncer de pulmão pode ser do tipo metastático (aparecer como uma metástase de outro câncer, como o de bexiga ou de mama).

Causas

A causa mais comum do câncer de pulmão é o tabagismo por um longo período de tempo. Outros fatores de risco são: Inalação de agentes químicos, como asbesto, radônio, amianto e arsênio; Inalação de poeira e poluição do ar; Fumo passivo e algumas doenças, como: tuberculose e a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Alimentação pobre em frutas e verduras também acaba sendo um fator de risco. Fatores genéticos e histórico familiar também fazem parte dos fatores de risco.

Sintomas

Os sintomas iniciais do câncer de pulmão são facilmente confundidos com doenças comuns, sendo os mais frequentes: Tosse; Falta de ar; Chiado no pulmão; Presença de sangue no escarro; Dor no peito; Perda rápida de peso e de apetite também pode ocorrer em pacientes com câncer de pulmão. Pode acontecer também de o paciente não sentir absolutamente nada na fase inicial, considerado como sendo um perigo maior.

Diagnóstico

O diagnóstico na sua fase inicial é difícil, justamente pela ausência de sintomas. Assim quase sempre é diagnosticado em estágio avançado ou alocado em outros lugares.

No diagnóstico precoce, exames de imagem periódicos auxiliam na detecção da doença no momento que ainda pode ser possível um tratamento com intenção curativa.

A radiografia simples do tórax auxilia na avaliação inicial.No exame de raios-x,uma anormalidade  levará à necessidade de realizar uma tomografia computadorizada do tórax. Este exame fornecerá informações detalhadas sobre os pulmões, principalmente nos pacientes tabagistas. Se estes exames evidenciarem alterações suspeitas de câncer, é necessário uma biópsia (retirada de um pequeno fragmento da área suspeita para a análise), que poderá confirmar a presença de câncer do pulmão.

Muitos exames podem ser empregados para diagnosticar câncer de pulmão. Os principais são: tomografia computadorizada, cintilografia óssea e Tomografia por emissão de pósitrons (PET-TC). Este último é um equipamento que une os recursos diagnósticos da Medicina Nuclear (PET) e da Radiologia (CT). Todos eles podem auxiliar no diagnóstico precoce, avaliar a extensão da doença, a eficácia de um tratamento, assim como no planejamento da radioterapia. Em alguns casos, pode-se até evitar procedimentos.

Ainda: Broncoscopia, Cintilografia óssea, Tomografia computadorizada do tórax, Radiografia torácica, Estudos citológicos de fluido pleural ou saliva, Biópsia pulmonar com agulha e Biópsia pulmonar cirúrgica.

Tratamento

O tratamento de maior chance de controle e cura é a cirurgia. Poucos são os candidatos a uma ressecção completa, cerca de 10% a 20% dos casos apenas. Entre esses, uma porcentagem reduzida se beneficia claramente da cirurgia. A radioterapia com intenção curativa, associada ou não à quimioterapia, tem sido reservada para pacientes que não podem ser operados por questões técnicas, como a localização do tumor, ou questões clínicas, como a saúde do paciente.

O carcinoma indiferenciado de não pequenas células pode ser tratado com cirurgia, ao passo que o carcinoma de pequenas células responde melhor à quimioterapia e à radioterapia. Nos casos em que a doença é metastática, a quimioterapia pode ser realizada para aumentar a média de sobrevida em relação ao tratamento de suporte, assim como a qualidade de vida.

A prevenção contra câncer de pulmão é evitar os fatores de risco e aumentar os fatores de proteção. Entre elas: evitar o tabagismo e o fumo passivo.