Escravidão – Tudo sobre a Escravidão no Brasil e no Mundo

A escravidão é uma pratica antiga que até hoje existe, a onde seres humanos assumem direitos de propriedade sobre outro, que é imposto por meio de força. Os escravos não eram só negros como é mostrado em sua grande maioria das vezes, existiam escravos brancos e índios também, não importava a cor e sim a situação do momento, Eram feitos escravos em geral, os prisioneiros de guerra e pessoas com dívidas e até mesmo por razões morais e religiosas.

Origem da Escravidão (Quando começou?)

Não se sabe ao certo quando começou a escravidão no mundo, existe diversas ocorrências de escravatura sob diferentes formas ao longo da história e eram praticadas por diversas civilizações e de diversas formas que podemos considerar um tipo de escravidão.
Escravidão
Arte feita por François Auguste Biard (1848) (clique para ampliar)
De uma forma geral e primaria, a escravatura se deu na medida em que povos com interesses diferentes, principalmente religioso, guerreavam e isso resultava em prisioneiros de guerra, que por sua vez viravam escravos nas mãos de seus inimigos.

Em algumas outras culturas antigas reservavam à mulher uma hierarquia social semelhante ao do escravo, negando-lhe direitos básicos que constituiriam a noção de cidadão.

Escravidão na África

A escravidão na África deu início por volta do ano de 1450 com a comercialização de ouro e também confronta com o início da Era dos descobrimentos, a onde eram necessários muitos homens, tanto para mineração de ouro quanto para construção de embarcações.

Dado a necessidade de tantos homens e o comercio lucrativo de negros, algumas aldeias de negros capturavam outros negros para vender aos brancos como escravos, os portugueses eram os principais compradores e eles também revendiam para os muçulmanos.

Assim, consta que o comércio de escravos que se estabeleceu na África entre 1450 e 1900 contabilizou a venda de mais de 11.313.000 indivíduos.

Um dado que pouco se fala sobre a escravidão na África é que mais de 1.25 milhão de Europeus cristãos foram capturados por piratas para trabalhar forçadamente no norte da África.

Escravidão indígena

A escravidão indígena no Brasil começou no início da colonização dos portugueses, mas existe relatos da escravidão de índios para índios, essa pratica era feita por índios que não eram canibais, pois quando eram, ao invés de escravizar as tribos inimigas eles a comiam.

Com a chegada dos portugueses no Brasil, os índios eram usados para controlar os escravos negros e eles até mesmo podiam se tornar escravo por conta própria.

Em 30 de julho de 1566, foi criada a lei que regulamentou pela primeira vez a escravidão voluntária dos índios. Segundo essa lei, baixada por uma junta convocada por Mem de Sá, “os índios só poderiam vender-se a si mesmos em caso de extrema necessidade, sendo que todos os casos deveriam ser obrigatoriamente submetidos à autoridade para exame”.

Escravidão no Mundo

A escravidão era praticada por muitos povos no mundo todo, eram feitos escravos em geral, os prisioneiros de guerra e pessoas com dívidas, mas posteriormente destacou-se a escravidão de negros, com a era do descobrimento, crescimento e colonização de países, a escravidão se tornou muito mais extensa no mundo todo.

Com isso houve um florescimento da escravidão. Desenvolvendo-se então um cruel e lucrativo comércio de homens, mulheres e crianças entre a África e as Américas. A escravidão passou a ser justificada por razões morais e religiosas e baseada na crença da suposta superioridade racial e cultural dos europeus.

No mundo todo foram milhões de pessoas escravizadas e até hoje podemos ver isso em muitos lugares, no Brasil por exemplo, muitas pessoas são usadas de uma forma escravagista nas lavouras e também na mineração.

Escravidão no Brasil

Os primeiros escravos negros chegaram ao Brasil entre 1539 e 1542 com a colonização por parte dos portugueses, esses escravos em sua grande maioria eram trazidos para trabalhar nas lavouras, pois faltavam braços para o cultivo, essa era a primeira parte da colônia portuguesa trazida para o Brasil a onde a cultura canavieira era o foco inicial da colonização.

Mais tarde vieram mais grupos de colonizadores de Portugal e até mesmo da Holanda, que foram desembarcando em vários portos do Brasil, eram eles Recife, Salvador e Rio de Janeiro que mais tarde partiram para Minas Gerais e Vale do Paraíba no estado de São Paulo a onde os escravos cultivavam o café e trabalhavam nas minas de ouro.

Próximo do fim da escravidão no Brasil, mais precisamente no século XVIII, os escravos eram tratados da pior forma possível. Trabalhavam muito, de quatorze a dezesseis horas, o que se tornou o principal motivo dos escravos fugirem; outro motivo eram os castigos e o outro era porque recebiam apenas trapos de roupa e uma alimentação de péssima qualidade.

No século XIX já havia movimentos que defendiam o fim da escravidão. Diversos pensadores dessa época já consideravam a escravidão um abuso e um grande problema para qualquer nação que tivesse a intenção de se desenvolver.

No ano de 1888 a escravidão foi abolida através da Lei Áurea, que foi assinada pela princesa Isabel no dia 13 de maio daquele ano. Essa medida beneficiou uma grande quantidade de escravos que ainda existia no país.

Castigos dos escravos no Brasil

Existiam muitos tipos de castigos que os escravos sofriam, o principal deles era o:

  • “Tronco” a onde o escravo era amarrado para levar chibatadas, muitos morriam nesse castigo.
  • “Gargalheira” era mais um instrumento de tortura, ela ia presa a cabeça e no pescoço dos escravos, era um tipo de punição para os escravos rebeldes, que podiam ficar dias com elas em seu corpo.
  • “Vira – Mundo” nele, havia buracos grandes e pequenos para os pés e para as mãos que eram presos inversamente, ou seja: mão direita com pé esquerdo, mão esquerda com pé direito.
  • “O Cepo” O cepo consistia num grosso tronco de madeira que o escravo carregava à cabeça preso por uma longa corrente a uma argola que trazia no tornozelo.
  • “A Máscara” artefato de ferro atrelado à cabeça e ao pescoço espécie de placa de metal que tapava a boca, e o escravo só podia comer quando era permitido.

Maiores senhores de escravos do Brasil

Existiram muitos donos de escravos no Brasil, alguns tinham muitos escravos, mas o que se destacou até mesmo para os historiadores foi um negro que foi um escravo, mas conquistou um império e tinha sobre seu poder mais de 200 escravos, Francisco Paulo de Almeida, ele foi um dos mais importantes barões do café, suas fazendas estendiam-se pelos estados do Rio e também de Minas Gerais, somando um vasto território estimado em 250 quilômetros quadrados.

Instrumentos de tortura para castigar escravos

Existiam muitos instrumentos para castigar os escravos, os principais deles são os mesmos que falamos logo a cima, são eles o Tronco, Gargalheira, Vira – Mundo, Cepo e a Máscara.

Fim da Escravidão no Brasil

No século XIX já havia movimentos que defendiam o fim da escravidão. Diversos pensadores dessa época já consideravam a escravidão um abuso e um grande problema para qualquer nação que tivesse a intenção de se desenvolver.

No ano de 1888 a escravidão foi abolida através da Lei Áurea, que foi assinada pela princesa Isabel no dia 13 de maio daquele ano. Essa medida beneficiou uma grande quantidade de escravos que ainda existia no país.

Lideres Brasileiros contra a Escravidão

Eram muitas pessoas que lutavam contra a escravidão no Brasil, mas alguns se destacaram nesse papel.

Dragão do Mar – Francisco José do Nascimento, conhecido como “Dragão do Mar”, foi um dos grandes abolicionistas do nordeste brasileiro. Recusava-se a transportar escravos em sua jangada e, em 1881, liderou a greve dos jangadeiros contra a escravidão.

Castro Alves – Um dos abolicionistas mais famosos, é célebre por seus poemas engajados, entre os quais, Vozes d’ África e Navio Negreiro. Fundou em 1869 a Sociedade Libertadora 7 de Setembro na Bahia. Atuante, conseguiu alforria para 500 escravos.

André Rebouças – André Rebouças é uma das grandes vozes da luta abolicionista brasileira. Participou da criação de algumas agremiações antiescravistas, como a Sociedade Brasileira Contra a Escravidão, a Sociedade Abolicionista e a Sociedade Central de Imigração. Defendia a emancipação do escravo e sua total integração social por meio da aquisição de terras.

Francisco de Paula Brito – um dos grandes nomes da imprensa brasileira. Publicou “O Homem de Cor”, primeiro jornal antirracista que mais tarde passou a ser chamado de “O Mulato”. Morreu aos 52 anos, 1861, sem ter visto a abolição da escravatura no seu país.

Luís Gama – era filho de mãe escrava e pai branco. Foi vendido como escravo aos 10 anos de idade e só aprendeu a ler aos 17. Conquistou sua liberdade provando ser um homem livre diante da lei. Alistou-se no Exército, foi escrivão de Polícia, jornalista e advogado atuante em prol da causa abolicionista. Libertou mais de 500 escravos.

Escravidão Moderna (Escravidão Trabalhista nos dias de hoje)

Existe uma certa diferença na escravidão que ocorreu na colonização do nosso país e a escravidão moderna dos dias de hoje, mas uma coisa não muda, que são as medidas intimidadoras e punitivas aplicadas às pessoas em situação de escravidão.

Atualmente, a escravidão moderna atinge mais de 45,8 milhões de pessoas em todo o mundo, a grande maioria das pessoas nessa situação é atraída por falsas promessas de emprego e melhoria de vida. Contudo, acabam sendo levadas a lugares isolados, onde têm seus documentos retidos e são atrelados a uma dívida, que deve ser quitada trabalhando gratuitamente para essas pessoas nas piores condições possíveis, condições realmente de escravidão.

E isso tudo está longe de acabar, pois esse regime de escravidão moderna movimenta no mundo todo, mais de 150 milhões de dólares por ano, assim como antigamente a escravidão moderna é exatamente pelo mesmo motivo, dinheiro.

No Brasil a escravidão é mais vista na lavoura, pessoas largam tudo para promessas de trabalho e acabam por trabalhar em lavouras sem receber nada em troca, ou recebem o mínimo possível que nem dá condições a esses trabalhadores de viver dignamente.

Escravidão e Racismo (Luta contra o Racismo no Brasil e no Mundo)

Muitas pessoas lutam no Brasil e pelo mundo a fora contra o trabalho escravo e contra o racismo, mas isso é uma luta diária, pois principalmente contra a escravidão a luta geralmente são contra pessoas poderosas, a onde se envolve muito dinheiro e até mesmo governos, a luta contra o racismo não é tão mais fácil que a luta contra a escravidão, pois o racismo mata muitas pessoas todos os anos, todos nós temos que se conscientizar e começar essa mudança em casa com nossos filhos, buscando sempre igualar todas as pessoas, independentemente de qualquer coisa.

Fim da Escravidão pelo Mundo

Separamos em ordem cronológica os países que aboliram a escravidão

  • 1590 – Japão
  • 1761 – Portugal
  • 1792 – Dinamarca
  • 1794 – Haiti
  • 1821 – Holanda
  • 1822 – Republica Dominicana
  • 1823 – Chile
  • 1824 – Honduras, El Salvador, Nicarágua, Costa Rica e Guatemala
  • 1826 – Bolívia
  • 1829 – México
  • 1833 – Reino Unido
  • 1842 – Paraguai, Uruguai
  • 1848 – França
  • 1851 – Equador e Colômbia
  • 1853 – Argentina
  • 1854 – Venezuela e Peru
  • 1861 – Rússia
  • 1863 – Império Colonial Holandês e Estados Unidos
  • 1873 – Zanzibar
  • 1874 – Gana
  • 1876 – Turquia
  • 1886 – Cuba Colonial
  • 1888 – Brasil (clique e veja sobre o fim da escravidão no Brasil)
  • 1890 – Tunísia
  • 1894 – Gâmbia
  • 1897 – Madagascar
  • 1906 – China
  • 1928 – Serra Leoa
  • 1936 – Nigéria
  • 1942 – Etiópia
  • 1945 – Alemanha Nazista
  • 1956 – Marrocos
  • 1962 – Arábia Saudita
  • 1981 – Mauritânia (só que na Mauritânia só foi considerada ilegal mesmo em 2007)